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Banheiro, choro e leitura

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Enquanto minhas primas estavam aqui eu tentei ler alguns livros, mas como queria aproveitá-las não conseguia prestar muita atenção, porém, quando elas foram embora e eu ficava alguns momentos sozinha na casa da Lila (sozinha porque mamãe, Marcel e Lila trabalhavam, Lettícia dormia toda a manhã e depois começou a estudar e Mª Eduarda tava na escolinha. Então só restava euzinha na companhia de um livro, a Bíblia, um caderno e uma caneta), comecei a ler com mais intensidade.
O livro em questão foi "Ser é o bastante - Felicidade a Luz do Sermão do Monte", livro esse que a Lila tinha me emprestado e que há pouco tempo me deu de presente! E bem, confesso que ler esse livro foi uma das coisas que mais me ajudaram a não cair mais uma vez numa depressão.
Sim, esse é o mesmo caderno em que estão escritos todos os posts dessa jornada por Portugal
Isso porque eu só chorava, quando estava perto de mamãe e Lettícia tentava ser forte, mas quando estava sozinha, ou quando ia ao banheiro tom…

Com primas X Sem primas (parte 2)

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Teve uma música para a parte 1, então óbvio que teria para 2: comecei a gostar dessa música por causa da Patty e gravei porque ela me encorajou, então nada mais justo que colocar aqui esse vídeo.



Confesso que depois que a Débora foi embora foi muito estranho, a casa ficou mais vazia (imagino que a Lila e o Marcel tenham estranhado isso mais do que eu, afinal eles estavam em 3, depois ficaram em 8 e do nada começaram a ver o número diminuindo de novo...), quando falávamos algo engraçado não escutávamos mais uma risada de porquinho e o amontoado de colchões, que antes dormiam 3 juntinhas, tinha um espaço vago.
Mas bem, querendo ou não os dias continuavam passando, a vida tinha que seguir o ritmo e se manter de boa (ou tinha que tentar pelo menos) e a gente precisava se preparar para as novas mudanças que viriam.
Só para não perder o costume, uma foto aleatória.
Depois que Débora foi embora comecei a me dar conta que em breve a Patty iria também e que eu não podia perder a chance de apro…

Com primas X Sem primas (parte 1)

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Antes de começarem a ler a postagem: vou deixar abaixo um vídeo de uma música que escutei MUITO com minha prima Débora, caso queiram deixem a música tocar enquanto leem e depois vocês podem ler a legenda e é isso.

Acredito que já tenha comentado aqui, mas junto com mamãe, Lettícia e eu vieram minhas duas primas: Patricia e Débora. Ao contrário de nós três, elas vieram somente a passeio e, numa certa altura, as duas iriam embora (dã).
Somos as florzinhas mais lindas que vocês já viram, eu sei.
Então basicamente no dias em que nos despedimos de todo mundo não demos nem um abraço de despedida nelas, pelo simples fato de que elas estariam a todo momento com a gente - pelo menos era o que minha mente estava tentando me convencer.
Bom, chegamos a Portugal, passeamos, conversamos, assistimos filme, dormimos juntas num amontoado de colchões no chão, rimos, passamos raiva, choramos (isso nem foi só eu, por incrível que pareça), assistimos o dorama da Kotoko e passamos a nos chamar de "Kot…

Período de adaptação

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"Eaí, Amanda? Você deu uma ênfase nos dois primeiros dias, como foram os demais?"
Sendo bastante sincera? Foram bastante cocozentos e meio estranhos.
Era difícil conseguir dormir por conta do frio (infelizmente nem todas as casa têm aquecedor), trocamos uma parte do dia pela noite (o jet lag realmente existe, meus amigos), começamos a pensar nas pessoas que tínhamos deixado para trás, na vida que tínhamos deixado, na nossa antiga casa, na nossa igreja... E isso trazia bastante aperto no peito.
Conforme minha irmã disse: A ficha de vocês até demorou para cair, já a minha nem tinha subido
Mas a gente continuou seguindo, pensando que era só uma coisa momentânea, afinal, ficávamos só em casa e dávamos poucas voltinhas, então esse choque e aperto no peito podia ser por isso. A gente tentava lembrar a cada dia que estávamos aqui com um propósito e que nossa vinda não tinha sido em vão, e que nosso coração não ia ficar apenas doendo com a saudade e preocupações. Porém, apesar de in…

Morando em Portugal - Primeiras Impressões

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Confesso que quando, finalmente, cheguei a Portugal nada parecia real (até rimou!)
Não acreditava que estava andando por uma terra europeia e que estava tão perto de um lugar que me disseram que eu nunca conseguiria chegar (o lugar em questão era a Inglaterra).
Logo que chegamos fomos em busca de comprar algumas coisinhas muito importantes:
Um café da manhã para 5 moças que passaram quase 11 horas num avião, comendo comida de avião - que por sinal achei muito boa;Colchões para dormir, afinal chegamos em bando na casa da Priscila e do Marcel e até o momento eles só viviam em 3 pessoas e da noite para o dia ficaram em 8;Pijamas de frio, que nem aqueceram tanto quanto era necessário;Uns casaquinhos - não sei se comentei, mas quando chegamos estava fazendo 4 graus aqui, os casacos que tínhamos não eram de tão grande ajuda assim!E, talvez, qualquer coisa que já não lembro mais (me deem um desconto já faz um ano!) Quando, enfim, chegamos em casa, foi lindo!
Minhas 3 primas se reencontraram …

Morando em Portugal - Por que vim para cá? (parte 2)

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Após nossa decisão de ir embora, começamos a correr atrás das coisas com mais intensidade. Comecei a correr atrás de me desligar dos vínculos mais sérios que tinha no Brasil. E vou ser sincera, tudo parecia TÃO caótico que até hoje me pergunto como não ficamos doidas nesse percurso.
No meio de todas as correrias para mudar para Portugal (incluindo, principalmente, toda oração e confirmação de Deus) o ato de desfazer das coisas, vender eletrodomésticos, vasilhas e, até mesmo, nosso apartamento, ainda estávamos correndo atrás dos vistos – mamãe deu entrada no visto de residência Português (que foi aceito, aprovado e que deu direito a ela ter, logo de cara, a residência portuguesa) e nós três estávamos tirando o visto de turismo americano (Só me aguarda, Disney, que vou provar a princesa que eu sou!).
Uma fotinha lindinha do dia em que tiramos o nosso visto americano – paramos nesse banheiro só para tirar as remelas e rebocar a cara para sairmos bonitas nas fotos, que por sinal saíram um…

Morando em Portugal - Por que vim para cá?

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Bom, vou tentar explicar, de uma forma resumida, porque vim para cá, pode ser que acabe não parecendo tão clara, ou os motivos podem ser meio supérfluos? Pode! Mas só vamos!
Em 2016 meus primos, Priscila e Marcel, vieram pra cá morar, como eles tinham contado como as coisas aqui eram (no caso coisas baratas, segurança, conforto, tals e tals) mamãe começou a pesquisar. Ela pesquisou tipo MUITO e começou a analisar se as coisas aqui eram realmente isso tudo. Ah, tínhamos outros familiares que já estavam morando aqui que passaram alguns conteúdos para mamãe pesquisar e se informar e acabar por entrar num mundo oculto das informações sortidas sobre Portugal (Obrigada, Tiago e Nilci!)
A pesquisa de mamãe durou quase 2 anos, primeiro porque antes de eles virem morar eles vieram a passeio, logo as pesquisa era uma pequena análise de território e informações, depois a pesquisa só se tornou mais intensa, afinal a mudança deles foi efetivada, então o que diziam era real oficial (tá que até hoj…