Vamos refletir um pouco.




Mateus 18:15-20
“15. Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão; 16. mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. 17. Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano. 18. Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu. 19. Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. 20. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

Estou há um tempo querendo falar sobre esses versículos, sobre os versículos 19 e 20 em especial, mas tava passando por uns tumultos nesses últimos dias e não tava com uma cabeça muito boa para escrever. 


Eu vou à igreja, no caso ao edifício/prédio/construção de 4 paredes, desde que me entendo por gente, e em várias ocasiões quando esse espaço estava vazio quem estava à frente do culto sempre falava que “nós somos a igreja” e também, por vezes, citava o versículo 20 “Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”, depois disso o culto continuava conforme programado e tals. Pensar nisso acabou sendo uma coisa normal pra mim, por escutar muito na igreja e até mesmo em casa, quando mamãe fazia um culto domiciliar, eu cresci vendo esse versículo individualmente ou, às vezes, colocando também o 19, que fala basicamente sobre o que duas pessoas concordarem na terra, será feito por Deus.

Um dia conversando com um amigo ele me disse que, quando se tratavam de textos da Bíblia, se devia analisar todo o capítulo e não versículos separados, porque acabavam tendo erros de interpretação ou algo assim (foi mal, a minha memória não tá sendo uma das melhores, mas ok), e esses versículos citados acabavam por sofrer desse erro sempre, porque as pessoas pegavam os 2 últimos, às vezes só o último, e produziam toda uma palavra por cima, sendo que antes deles havia todo um contexto, (na Bíblia do meu celular intitulado como “Como tratar o pecado de um irmão”, onde Jesus ensinava basicamente isso, como devíamos tratar o pecado de um irmão).

Confesso que eu passei um BOM tempo pensando nisso, não achei que ele estivesse errado, mas tudo o que tinha aprendido nos meus 19 anos de vida (ainda não tinha 20) ficavam batendo, incessantemente, com essa nova informação.

Então o que fiz? Bem, eu comecei a orar e pedir pra entender esses versículos. Na verdade pedi a Deus para entender MUITAS coisas, mas acho que, entendendo as outras (não todas, infelizmente), tive um pequeno entendimento sobre esses versículos também. E cheguei à conclusão que: nenhum dos dois pensamentos estão errados.

Como assim, Amanda? Bem, vou explicar.

Concordo com o fato de que não se deve ler os versículos separadamente, sendo assim, é sempre bom ler tudo o que está contido no capítulo (isso inclui até os versículos que não citei, pra que se entenda porque Jesus tava falando tudo isso), assim você conseguirá entender o contexto ao qual aqueles versículos estão inseridos, o porque daquilo ter sido dito/escrito e tudo o mais.

Mas acredito que, em algumas situações, os versículos possam trazer para nós um outro tipo de interpretação, além do principal. Como o que acontece com os versículos 19 e 20. E por que to falando isso? Por conta de uma junção de palavras usadas no versículo 19: “qualquer coisa”.

Acredito que Jesus não falou apenas acerca do pecado do irmão quando citou isso, porque, ao meu ver, qualquer coisa é qualquer coisa. Ok, eu sei que esse “qualquer coisa” aborda também a vontade do Pai, seja ela apenas permissiva ou não, mas não deixa de ser qualquer coisa.

E isso acaba mostrando que não é apenas quando seu irmão peca, que se você se reunir com outra pessoa num propósito e concordarem acerca dele, o Pai vá atender, ou que Ele estará presente em nosso meio, quando estivermos reunidos em nome dEle, apenas para tratar de algo pecaminoso. Mas vejo esses versículos com uma certa abertura para o “também”, ou seja, não será apenas nesse caso do pecado do irmão que Ele se fará presente ou atenderá os pedidos feitos a Ele, mas também!

Então é isso, espero de coração que fiquem bem e com Papai do Céu, beijinhos.

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